Eu li, faz pouco tempo, um livro intrigante, tanto em seu conteúdo como a reação que tive depois de lê-lo.
"A publicidade é um cadáver que nos sorri" é o nome deste livro. Escrito por Oliviero Toscani. Onde ele escreve um pouco do que acha, na época, da publicidade em si. E incrivelmente me identifiquei com seus atos e relatos.
Em sumo, ele traz uma crítica à maneira de fundamentar uma peça publicitária, e aos modos que costumam ser empregados na mídia. Mas ele faz tudo isso de uma maneira única, exclusiva, e, para poucos que o entendem, criativa.
Toscani demonstra suas experiências publicitárias quando era fotógrafo e diretor artístico da polêmica marca de roupa e acessórios Benetton. Mas essa descrição como "polêmica" se deve, em sumo, pela abordagem que o fotógrafo utilizou em suas campanhas, sempre utilizando polêmicas do cotidiano em temas como: a AIDS, o racismo, o celibato, a amizade, a guerra, mas sempre envolvendo uma aura de desconforto em suas peças, polemizando ainda mais seu trabalho.
E vejo como fonte de inspiração seu trabalho. E vejo, com isso, como somos diariamente rodeados de ensinamentos desnecessários, vindo de quem nós menos poderíamos desconfiar.
Vejo a mesmice impregnada em "burocratas" desorganizados e "criadores" sem criatividade. Vejo que tanto eu quanto todos estamos repetindo uma maneira estúpida de viver, e aprender erroneamente. Vejo louvarem a ciência enquanto abominam o sacro, continuando a serem monoteístas. Vejo que assisto a tudo isso e não faço nada. Vejo-me envergonhado.
segunda-feira, maio 03, 2010
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